Oliveira, Luciana Gomes deSilva, Inês Ferreira Guedes2026-02-052026-02-052025-11-192026-02-05http://hdl.handle.net/10400.22/31795Num contexto de expansão do trabalho remoto e da economia digital, a assistência virtual assume relevância crescente enquanto via de empreendedorismo feminino em Portugal. Neste enquadramento, o estudo procura, de forma integrada, compreender como se cria e consolida um negócio digital e em que medida as dinâmicas de género o condicionam; identificar os serviços efetivamente oferecidos e o modo como são comunicados e promovidos; apurar as competências mobilizadas e as vantagens atribuídas à atividade; e, em síntese, caracterizar a configuração atual deste campo no país. Adotou-se uma abordagem qualitativa, de desenho fenomenológico, suportada por entrevistas semiestruturadas a assistentes virtuais. A análise seguiu procedimentos de análise temática (transcrição verbatim, codificação e identificação de padrões) enquadrados nas dimensões do guião. Os resultados mostram que a assistência virtual é concebida como prestação remota de serviços de apoio a pequenos negócios e empreendedores. Persiste algum desconhecimento social sobre a profissão, embora em diminuição. No posicionamento profissional, coexistem perfis generalistas e especializações por nichos (estética, saúde, finanças, marketing digital). Os serviços mais frequentes incluem gestão de e-mail e agenda, apoio ao cliente, marcação de atividades, tarefas de backoffice e, no marketing, gestão de redes sociais, e-mail marketing e design de publicações. As motivações para empreender concentram-se na autonomia, flexibilidade temporal e geográfica, realização pessoal e possibilidade de trabalhar remotamente. Entre os principais desafios iniciais surgem a angariação de clientes, a gestão do tempo, a exposição nas redes, a burocracia e a literacia financeira. A maioria reconhece lacunas em gestão e marketing que procura colmatar através de formação e aprendizagem em comunidades. No plano das competências, destacam-se domínio de ferramentas digitais, organização e planeamento, comunicação, empatia, adaptabilidade e assertividade; redes e comunidades (grupos online, mentoria) revelam-se cruciais no arranque. Em comunicação e promoção, prevalece uma estratégia pragmática e adaptativa. Os canais mais usados são Instagram, Facebook, LinkedIn, website, e-mail e WhatsApp; o investimento em publicidade paga é reduzido e o passa-a-palavra surge como principal motor de aquisição. A maioria não subcontrata comunicação/design, recorrendo a ferramentas acessíveis. Em síntese, descreve-se um ecossistema em consolidação, marcado por versatilidade de serviços, forte dependência de redes e recomendações, necessidades de desenvolvimento em gestão e marketing e contributo relevante da assistência virtual para a autonomia económica das mulheres no contexto digital.In a context of expanding remote work and the digital economy, virtual assistance is becoming increasingly relevant as a path to female entrepreneurship in Portugal. In this context, the study seeks to understand, in an integrated manner, how a digital business is created and consolidated and to what extent gender dynamics condition it; to identify the services actually offered and how they are communicated and promoted; to ascertain the skills mobilised and the advantages attributed to the activity; and, in summary, to characterise the current configuration of this field in the country. A qualitative, phenomenological approach was adopted, supported by semi-structured interviews with virtual assistants. The analysis followed thematic analysis procedures (verbatim transcription, coding and pattern identification) within the dimensions of the script. The results show that virtual assistance is conceived as the remote provision of support services to small businesses and entrepreneurs. There is still some social ignorance about the profession, although this is decreasing. In terms of professional positioning, there are both generalist profiles and niche specialisations (aesthetics, health, finance, digital marketing). The most frequent services include email and diary management, customer support, scheduling activities, back-office tasks and, in marketing, social media management, email marketing and publication design. The motivations for entrepreneurship focus on autonomy, temporal and geographical flexibility, personal fulfilment and the possibility of working remotely. Among the main initial challenges are customer acquisition, time management, exposure on social media, bureaucracy and financial literacy. Most recognise gaps in management and marketing that they seek to fill through training and learning in communities. In terms of skills, proficiency in digital tools, organisation and planning, communication, empathy, adaptability, and assertiveness stand out; networks and communities (online groups, mentoring) prove crucial in the start-up phase. In communication and promotion, a pragmatic and adaptive strategy prevails. The most used channels are Instagram, Facebook, LinkedIn, websites, email and WhatsApp; investment in paid advertising is low and word of mouth is the main driver of acquisition. Most do not outsource communication/design, using accessible tools instead. In summary, this is an ecosystem in consolidation, marked by versatility of services, strong dependence on networks and recommendations, needs for development in management and marketing, and a significant contribution from virtual assistance to women's economic autonomy in the digital context.porAssistência virtualEmpreendedorismo digitalEmpreendedorismo femininoTrabalho remotoCompetênciasRedesComunidadesVirtual assistanceDigital entrepreneurshipFemale entrepreneurshipRemote workingSkillsNetworksCommunitiesEmpreendedorismo digital feminino na assistência virtualmaster thesis204178517