Castro, Cristina2025-10-202025-10-202025978-989-35425-7-6http://hdl.handle.net/10400.22/30641Este texto, inaugurando com uma frase de Agustina Bessa‑Luís, propõe uma reflexão acerca da primazia da vivência dos lugares, corpo a corpo, ponto de partida desta praxis artística, e, de igual modo, se indica que para fruir as obras que daí resultam, também se torna indispensável a presença corpórea, ao invés dos seus índices ou de tudo o que aqui se possa narrar acerca delas. Acentua‑se, assim, que é insubstituível o estado de mensuração corpórea e a partilha do mesmo “ar” de modo a aceder ao sobressalto e à inquietude reais que a pintura, embora sendo bidimensional, pode mostrar de profundidade. Do desenho e da pintura falar‑se‑á apenas o indispensável, e de viés, na medida em que o encontro com as obras permita, finalmente, uma cumulação minuciosa de todos os aspectos que permanecerão ainda mais indizíveis, sublimando‑se em agregação indistinguível do destinatário e da obra.porLugar de repetiçãoconference paper