Alves, Susana Maria Capitão SilvaLopes, Filipa Silva Dias Teixeira2026-03-102026-03-102025-11-14http://hdl.handle.net/10400.22/32071A realidade portuguesa da prestação de serviços em terapia da fala na surdez pediátrica através da teleprática continua limitada, apesar do impulso da pandemia da COVID-19. Para que esta modalidade se consolide a nível nacional, é essencial compreender as razões subjacentes, analisando as perspetivas de terapeutas da fala e de famílias. Para a recolha dos dados foram construídos dois questionários, com questões semelhantes, para analisar a influência da mudança de modalidade (presencial versus teleprática), identificar vantagens e desafios e descrever a satisfação com a teleprática, na perspetiva dos dois grupos. Houve unanimidade sobre as barreiras ao nível tecnológico, na manutenção da atenção das crianças e na necessidade de redução de distratores. Em contrapartida, destacou-se como benefícios a continuidade e complementariedade dos serviços, o reforço do envolvimento parental e a facilidade de contacto com o terapeuta. A satisfação foi variável, estando mais associada à qualidade da interação com o profissional do que ao foco da criança. Foi ainda salientada a necessidade de formação específica dos terapeutas da fala e de capacitação das famílias. A consolidação da teleprática em Portugal exige investimento em estratégias que promovam qualidade, ética, formação contínua dos profissionais e participação ativa da família.In Portugal, the provision of speech and language therapy services for pediatric hearing loss through telepractice remains limited, despite the strong boost during the COVID-19 pandemic. To consolidate this modality at a national level, it is essential to understand the underlying factors by analyzing the perspectives of both speech and language therapists and families. Two questionnaires with similar items were developed to examine the impact of the shift in modality (in-person versus telepractice), to identify advantages and challenges, and to describe satisfaction with telepractice from the perspective of both groups. There was unanimity regarding the barriers related to technology, maintaining children’s attention, and the need to reduce distractions. In contrast, benefits included service continuity and complementarity, strengthened parental involvement, and easier access to the therapist. Satisfaction levels varied, being more strongly associated with the quality of interaction with the professional than with the child’s ability to maintain focus. The need for specific training for speech and language therapists and family empowerment was also emphasized. The consolidation of telepractice in Portugal requires investment in strategies that ensure quality, ethics, continuous professional development, and active family participation.porTelepráticaTerapeuta da falaCriança surdaFamíliaPerspetivas (vantagensdesafios)Teleprática pediátrica na surdez - perspetiva das famílias e dos terapeutas da falamaster thesis204197872