Barroso, Beatriz C. R.Cardoso, Leonor G.Gomes, BrunoRocha, CarlaMorgado, PedroMarques, AntónioQueirós, RicardoDores, Artemisa R.Dores, Artemisa2026-05-182026-05-182025-08-21Barroso, B. C. R., Cardoso, L. G., Gomes, B., Rocha, C., Morgado, P., Marques, A., Queirós, R., & Dores, A. R. (2025). Transformar o jogo de azar online com tecnologias profundas: A perspetiva dos jogadores. II Jornadas Científicas da Saúde da Lusofonia - RevSALUS - Revista Científica Internacional da Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia, 7(SupII), 83. https://doi.org/10.51126/rbvdwh522184-4860http://hdl.handle.net/10400.22/32379As tecnologias profundas são cada vez mais utilizadas para dar resposta a problemas de saúde pública. No contexto do jogo de azar online, estas tecnologias têm contribuído para personalizar as experiências dos utilizadores ao tornar os jogos mais interessantes e estimulantes. O aprimoramento constante da qualidade do jogo parece favorecer o desenvolvimento de comportamentos adictivos relacionados com o jogo. Este estudo insere-se num projeto mais abrangente que visa compreender se e como as tecnologias profundas podem promover práticas de jogo mais seguras e éticas, enquanto preservam o envolvimento. Para tal, pretende-se desenvolver um protocolo de entrevista a jogadores de jogos de azar online. Numa equipa multidisciplinar, criou-se o protocolo de uma entrevista semiestruturada para jogadores desta modalidade de jogo, independentemente do seu nível de risco ou dependência. O protocolo foi sujeito a uma administração piloto, seguida de reflexão falada. O protocolo é constituído por oito questões, organizadas em cinco categorias, que incluem: 1) experiência do jogador com os jogos e as tecnologias neles integradas; 2) envolvimento e riscos no jogo online; 3) medidas de prevenção e intervenção que podem ser incluídas na experiência de jogo; 4) ética e privacidade de dados dos jogadores; e 5) regulamentação e políticas. Análises preliminares das entrevistas piloto demonstraram a adequabilidade do protocolo, ademais os participantes demonstraram dificuldade com conceitos novos e tecnológicos (e.g., tecnologias profundas) que foram modificados e esclarecidos posteriormente. Emergiram como categorias preliminares de fatores críticos para a criação de um ambiente de jogo mais seguro e responsável, através da análise indutiva: ferramentas de autorregulação (e.g., autoexclusão, imposição de limites) e alertas personalizados para a monitorização do jogo e do comportamento do jogador (e.g., número de perdas e ganhos); medidas de apoio à saúde mental; preocupações com a privacidade dos dados e sensibilidade ao contexto social (e.g., regulamentação da publicidade ao jogo). Este protocolo será fundamental à realização de entrevistas a jogadores de jogos de azar online, que como parte de uma metodologia participativa, irá contribuir para o desenvolvimento de futuras políticas públicas e inovações tecnológicas que visem promover a saúde digital, principalmente no jogo online.porJogos de azar onlineJogadoresDependência comportamentalTecnologias profundasEntrevista semiestruturadaTransformar o jogo de azar online com tecnologias profundas: A perspetiva dos jogadoresconference paper10.51126/rbvdwh522184-836X