Santos, Paula ClaraFigueira, Vânia Eliana Barros RodriguesFulgêncio, Andrea Faria2026-03-032026-03-032025-11-26http://hdl.handle.net/10400.22/31945A disfunção sexual é uma complicação frequente após histerectomia, com impacto relevante na qualidade de vida, sendo a fisioterapia pélvica uma intervenção promissora. Sintetizar a evidência científica atualmente disponível sobre a intervenção da fisioterapia pélvica na disfunção sexual em mulheres submetidas a histerectomia. Foi realizada uma scoping review segundo as diretrizes PRISMA-ScR e metodologia do Joanna Briggs Institute. Incluíram-se estudos publicados entre 2000 e 2025, em português, inglês, francês e espanhol, nas bases PubMed®, Science Direct®, Web of Science® e Google Scholar. Foram excluídas revisões, estudos qualitativos e literatura não original. Foram incluídos quatro estudos (n=259), maioritariamente realizados na China (n=3). A função sexual foi avaliada sobretudo pelo Female Sexual Function Index (n=3), complementado pelo Australian Pelvic Floor Questionnaire e questionários de qualidade de vida (n=1). As alterações mais frequentes ocorreram no desejo (n=3) e na excitação (n=3), sendo a dor a menos reportada (n=2). As intervenções em fisioterapia pélvica iniciaram-se maioritariamente na primeira semana pós-histerectomia, com duração entre 7 dias (n=1) e 12 semanas (n=1); frequência diária (n=2) ou semanal (n=1), perfazendo entre 4 a 15 sessões. As estratégias variaram entre treino do pavimento pélvico (isolado ou com biofeedback/eletroestimulação), programas multimodais (n=1) e associação com terapia cognitivo-comportamental (n=1). Predominou o contexto hospitalar, complementado em alguns casos por exercício domiciliário (n=2) e monitorização telefónica (n=1). O Female Sexual Function Index parece ser o instrumento privilegiado na avaliação da disfunção sexual pós-histerectomia, sugerindo um maior impacto no desejo e excitação. As intervenções em fisioterapia pélvica, sugerem ser heterogéneas, iniciando-se geralmente na primeira semana pós-cirurgia, destacando-se o tratamento em contexto hospitalar, complementado com exercícios domiciliários, revelando-se efetivas na melhoria da função sexual. Porém, a escassez e fragilidade metodológica dos estudos integrados impõe cautela na interpretação.Sexual dysfunction is a frequent complication after hysterectomy, with a significant impact on quality of life, and pelvic physiotherapy is considered a promising intervention. To synthesize the currently available scientific evidence on pelvic physiotherapy interventions for sexual dysfunction in women who have undergone hysterectomy. A scoping review was conducted according to the PRISMA-ScR guidelines and the Joanna Briggs Institute methodology. Studies published between 2000 and 2025 in Portuguese, English, French, and Spanish were included, using the PubMed®, Science Direct®, Web of Science®, and Google Scholar databases. Reviews, qualitative studies, and non-original literature were excluded. Results: Four studies (n=259) were included, most of them conducted in China (n=3). Sexual function was mainly assessed using the Female Sexual Function Index (n=3), complemented by the Australian Pelvic Floor Questionnaire and quality of life questionnaires (n=1). The most frequently reported alterations involved desire (n=3) and arousal (n=3), while pain was the least reported (n=2). Pelvic physiotherapy interventions were mostly initiated within the first postoperative week, lasting between 7 days (n = 1) and 12 weeks (n=1); frequency ranged from daily (n=2) to weekly (n=1), totaling 4 to 15 sessions. Strategies varied between pelvic floor muscle training (alone or with biofeedback/electrostimulation), multimodal programs (n=1), and combination with cognitive-behavioral therapy (n=1). Hospital-based interventions predominated, occasionally complemented by home exercise (n=2) and telephone monitoring (n=1). The Female Sexual Function Index appears to be the preferred tool for assessing post-hysterectomy sexual dysfunction, suggesting a greater impact on desire and arousal. Pelvic physiotherapy interventions appear to be heterogeneous, generally starting within the first week after surgery, with hospital-based treatment complemented by home-based exercises, and have shown effectiveness in improving sexual function. However, the scarcity and methodological limitations of the included studies warrant caution in interpretation.porDisfunção sexualFisioterapia pélvicaHisterectomiaQualidade de vidaAbordagem da Fisioterapia Pélvica na disfunção sexual em mulheres pós-histerectomia – uma Scoping Reviewmaster thesis204181887