Rodrigues, Matilde AlexandraBarros, Mariana Filipa Teixeira2026-03-092026-03-092025-11-04http://hdl.handle.net/10400.22/32041As escolas, à semelhança de outros contextos ocupacionais, apresentam fatores de risco com potencial para afetar a segurança e a saúde. Entre os diferentes grupos profissionais e utilizadores destes espaços, os professores constituem um grupo particularmente vulnerável. É neste contexto que a perceção do risco assume particular importância, contribuindo para a adoção de comportamentos preventivos, e promoção da satisfação e desempenho profissional, sendo pouca a evidência nesta temática. As entidades responsáveis parecem não dar a devida importância aos riscos a que os seus trabalhadores se encontram expostos, ainda que influenciem a sua saúde e desempenho. Os dados estatísticos, porém, demonstram a exposição dos professores a diversos riscos ocupacionais e confirmam a ocorrência de acidentes. Alguns autores referem a influência da idade, género, contexto organizacional e do acesso a formação e informação em SST na perceção do riscos. Face ao exposto, o presente estudo teve como objetivo caracterizar a perceção do risco dos professores em Portugal, assim como analisar a influência de fatores pessoais e organizacionais nessa perceção. Adicionalmente, pretendeu-se analisar a influência da perceção do risco na satisfação no trabalho. Foi elaborado e aplicado um questionário aos professores do ensino não superior, que recolheu informações sociodemográficas e incluiu escalas para avaliação das políticas e procedimentos de segurança, dos fatores de risco identificados, do nível de probabilidade e gravidade atribuído, bem como da sua satisfação com o trabalho. Verificou-se que a maioria dos professores não tem acesso a formação e informação no âmbito da SST e sentem-se pouco apoiados pelas entidades responsáveis, detetando-se diferenças entre o setor público e privado. Estes identificaram, sobretudo, riscos psicossociais, organizacionais e biomecânicos no seu ambiente de trabalho, em detrimento dos riscos químicos e mecânicos, que também variam de acordo com a idade, género e tipologia de escola. Foram, ainda, verificadas correlações negativas entre a perceção do risco e a formação e a satisfação no trabalho. Contudo, foram comprovadas correlações positivas entre a formação e o nível de sensibilização/conhecimento na temática e a satisfação no trabalho. Este estudo evidencia a necessidade de implementar políticas e estratégias obrigatórias de promoção da SST no setor educativo, adaptadas aos riscos específicos da atividade docente e aplicáveis a escolas do ensino privado e público, promovendo perceções de risco realistas entre os professores.Schools, like other occupational settings, present risk factors that can potentially affect safety and health. Among the different professional groups and users of these spaces, teachers are a particularly vulnerable group. It is in this context that risk perception takes on particular importance, contributing to the adoption of preventive behaviors and promoting job satisfaction and performance, although there is little evidence about this topic. The responsible entities do not appear to give due importance to the risks to which their workers are exposed, despite these risks affecting their health and performance. Statistical data, however, demonstrate teachers' exposure to various occupational risks and confirm the occurrence of accidents. Some authors highlight the influence of age, gender, organizational context, and access to training and information on OSH in risk perception. In view of the above, the present study aimed to characterize the risk perception of teachers in Portugal, as well as to analyze the influence of personal and organizational factors on this perception. Additionally, it sought to analyze the influence of risk perception on job satisfaction. A questionnaire was developed and administered to non-higher education teachers, which collected sociodemographic information and included scales for assessing safety policies and procedures, identifying risk factors, the level of probability and severity attributed, as well as their job satisfaction. It was found that most teachers do not have access to training and information in the field of OSH and feel little support from the responsible entities, with differences observed between the public and private sectors. They identified mainly psychosocial, organizational, and biomechanical risks in their work environment, rather than chemical and mechanical risks, which also vary according to age, gender, and type of school. Negative correlations were also found between risk perception and training and job satisfaction. However, positive correlations were found between training and the level of awareness/knowledge of the subject and job satisfaction. This study highlights the need to implement mandatory OSH promotion policies and strategies in the education sector, adapted to the specific risks of teaching and applicable to private and public schools, promoting realistic perceptions of risk among teachers.porPerceção do riscoSegurança e saúde no trabalhoProfessorSatisfação no trabalhoSegurança e Saúde no Trabalho em contexto escolar: Perceção do risco pelos professoresmaster thesis204189829