Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.22/763
Título: Profissionais de saúde mental enquanto agentes de estigmatização da doença mental
Autor: Figueiras, Joana
Orientador: Marques, António
Palavras-chave: Estigma
Doença mental
Profissionais de saúde
Saúde mental
Stigma
Mental illness
Health professionals
Mental health
La stigmatisation
La maladie mentale
Professionnels de la santé
La santé mentale
Data de Defesa: 2010
Editora: Instituto Politécnico do Porto. Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto
Resumo: A doença mental continua imbuída de mitos, preconceitos e estereótipos, apesar da crescente aposta na investigação e na melhoria de tratamento nesta área da saúde. Como consequência, as pessoas com doença mental são discriminadas e estigmatizadas quer pelo público geral e pelos meios de comunicação, quer pelas próprias famílias e pelos profissionais de saúde mental que lhes prestam cuidados. Uma vez que os profissionais de saúde mental estabelecem uma ponte entre a doença e a saúde, espera-se que as suas atitudes e práticas contribuam para o recovery da pessoa com doença mental. No entanto, se os profissionais também apresentarem atitudes e crenças estigmatizantes face à doença mental, este processo reabilitativo pode ficar comprometido. Nesse sentido, e perante as lacunas de investigação nesta área, este trabalho tem como objectivo explorar e clarificar a presença ou ausência de atitudes estigmatizantes dos profissionais de saúde mental e, quando presentes, como se caracterizam. Para tal realizaramse 24 entrevistas de carácter qualitativo a profissionais de saúde mental que trabalham em três instituições na região do Porto, nomeadamente num serviço de psiquiatria de um hospital geral, num hospital especializado e em estruturas comunitárias. A análise do material discursivo recolhido junto de Assistentes Sociais, Enfermeiros, Médicos Psiquiatras, Psicólogos e Terapeutas Ocupacionais evidencia a presença de crenças e atitudes de carácter estigmatizante face à doença mental, independentemente da idade, formação ou local onde exercem funções, salvo escassos aspectos onde parece haver influência da idade e da profissão. Significa isto que é provável que as variações de atitudes dos profissionais sejam fundamentalmente consequência das suas características pessoais.
Mental illness is still associated with myths, prejudices and stereotypes, despite the growing investment in research and treatment in this area. As a result, people with mental illness are discriminated and stigmatized both by the general public and by the media, as by their families and by mental health professionals who provide them care. Since mental health professionals provide a bridge between sickness and health, it is expected that their attitudes and practices contribute to the recovery of people with mental illness. However, if the professionals also develop attitudes and beliefs of stigmatizing mental illness, the rehabilitation process can be compromised. Under this perspective, and given the research gaps in this area, this project aims to explore and clarify the presence or absence of stigmatizing attitudes in mental health professionals and, when present, how these are characterized. To this end, 24 qualitative interviews were made with mental health professionals who work at three institutions in the Oporto region, a psychiatric service at a general hospital, a specialized hospital and community structures. The analysis of the discursive material provided by social workers, nurses, psychiatrists, psychologists and occupational therapists reveals the presence of stigmatizing beliefs and attitudes regarding mental illness, regardless of age, education or place where they exercise, except few points where there seems to be influenced by age and occupation. This means that it is likely that changes in attitudes of professionals are primarily a result of their personal characteristics
iv Résumé L es maladie s mentale s sont toujours associées aux mythes, aux préjugés et aux stéréotypes, malgré les croissan ts investi ssements dans la recherche et dans l'amélioration du traitement d ans ce domaine . En conséquence, les personnes atteintes par une maladie mentale sont discriminé e s et stigmatisé e s autant par le grand public et les mass media , que par leurs familles et les professionnels de la santé mentale qui les soignent . Une fois que les professionnels de la santé mentale font le pont entre la maladie et la santé, on s'attend à ce que leurs attitudes et pratiques contribuent au rétablissement des personnes qui en sont a tteintes. Toutefois, si les professionnels ont des attitudes et des co nvictions qui stigmatisent la maladie, la réhabilitation peut s’en ressentir. Devant les lacunes de l’investigation dans ce domaine, cette recherche a pour but exploiter et clarifier la présence ou l’absence d’attitudes stigmati ques des professionnels de la santé mentale et comment se caractérisent - ils quand ils se trouvent présents. Pour cet effe t 24 interviews d’analyse qualitative se sont réalisées aux professionnels de santé mentale qui travaillent dans trois institutions dans la région de Porto, notamment dans le service de psychiatrie d’un hôpital, dans un hôpital de cette spécialité et dans des structures communautaires . L’analyse du matériel du discours des interviews obtenu auprès d’assistantes sociales, d’infirmiers, de psy chiatres , de psychologues et d’ergothérapeutes fait ressortir l’existence d’attitudes et convictions stigmatiques par rapport aux maladies mentales, indépendamment de leur âge, leur formation ou de l’endroit o ù ils exercent leurs fonctions, sauf quelques points où il semble être influencé par l'âge et la profession. Cela veut dire qu’il est probable que les variations d’attitudes des divers professionnels soient principalement le résultat de leurs caractéristiques personnelles.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.22/763
Aparece nas colecções:ESTSP - DM - Terapia Ocupacional

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