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Título: Influência da actividade do tronco inferior na sequência de activação muscular proximal durante o passo (fase de apoio) - em crianças com quadro motor diplegia
Autor: Gomes, Ana Lúcia
Orientador: Moreira, Ana
Palavras-chave: Fase de apoio da marcha
Actividade muscular proximal
Tronco inferior
Diplegia
Stance phase
Proximal muscle activity
Lower trunk
Diplegic
Data de Defesa: 2010
Editora: Instituto Politécnico do Porto. Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto
Resumo: A marcha assegura uma progressão do corpo, compatível com o equilíbrio dinâmico e adaptada a potenciais factores destabilizadores, de um ponto de vista antecipatório, através de sinergias coordenadas entre os MSs, o tronco e os MIs. O tronco inferior tem um papel preponderante na marcha, sobretudo na estabilização necessária durante a fase de apoio. Esta actividade implica mobilidade pélvica e alongamento activo dos abdominais para conseguir a relação comprimento-tensão muscular óptima entre quadricípite e isquiotibiais, permitindo uma correcta sequência, timing e amplitude de activação. Nas crianças com alterações neuromotoras existem alterações no controlo do movimento e na estrutura do próprio movimento, alterando todo este processo. Como tal, este estudo tem como principal objectivo determinar a influência da actividade do tronco inferior na activação muscular proximal durante a fase de apoio da marcha, em crianças com quadro motor de diplegia, caracterizada por uma dificuldade na relação entre os membros e entre estes e o tronco. Para responder a este objectivo realizou-se um estudo de série de casos, com 2 crianças com quadro motor de diplegia. Efectuou-se EMG dos músculos abdominais, quadricípite e isquiotibiais e análise de imagem (para amplitude da CF) durante a marcha, em ambos os membros e em dois momentos de avaliação, separados por 2 meses, nos quais se realizou um protocolo de intervenção terapêutica adequado a cada caso. Os resultados indicam que a variação de amplitude da CF desde a fase de ataque ao solo à fase média de apoio é aproximadamente igual em M0e M1; concretamente, a amplitude inicial é inferior à de referência (pouca flexão) (melhor em M0) e a amplitude final é superior à de referência (pouca extensão) (melhor em M1). Estes resultados são idênticos em ambos os casos. Na EMG verificou-se uma actividade mais global e sincronizada de todos os músculos, mantendo-se aproximadamente a mesma percentagem de activação em M1, sobretudo no caso 1. No caso 2 verificou-se uma maior eficiência na variação da percentagem de activação dos abdominais, em M1, e dos isquiotibiais, à direita. Em conclusão, pode dizer-se que, em crianças com alterações neuromotoras (quadro motor de diplegia), uma actividade mais eficiente e sincronizada no tempo do tronco inferior, nomeadamente dos abdominais, contribui para uma maior capacidade de extensão da CF, durante a fase de apoio.
The walking ensures the body progression, compatible with the dynamic balance and adapted to potential unstable factors, from an anticipatory view, through the coordinated synergies between the upper limbs, the trunk and the lower limbs. The lower trunk has an important role to the walking, mainly in the required stabilization during the stance phase. This activity involves a pelvic mobility and an active stretching of the abdominal to achieve an excellent muscle length-tension relationship between quadriceps and hamstring, allowing a correct sequence, timing and amplitude activation. In children with neuromotor changes there are changes in the movement control and in the structure of the movement itself changing all this process. Therefore, the main goal of this study is to determinate the activity influence of the lower trunk in the proximal muscle activation during the stance phase in children with diplegic motor profile, characterized by the hard relation between the lower limbs, themselves and the trunk. In order to achieve this goal, a study was made in two children with diplegic motor profile. During the walking, an EMG test was made to abdominal, quadriceps and hamstring muscles and image analyses (hip amplitude) in both limbs. These tests were made in two moments with an interval of two months between, in which a proper therapeutic intervention protocol was applied to each case. The results indicate that the amplitude variation of the hip, from the heel strike to the mid stance phase, is approximately equal in movement 0 and movement 1 (M0 and M1). Actually, the initial amplitude is lower than the reference values (less flexion) (better in M0) and the final amplitude is higher than the reference values (less extension) (better in M1). These results are identical in both tests. The EMG showed a higher synchronized and global activity in all muscles, keeping approximately the same activation percentage in M1, especially in test 1. The test 2 presents a higher efficiency in the variation of the abdominal activation percentage, in M1, and in the hamstring, on the right. In conclusion, im children with neuromotor changes (diplegic motor profile) an activity more efficient and synchronized in the lower trunk period, namely the abdominal, adds a higher extension capacity of the hip during the stance phase.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.22/754
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