Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.22/662
Título: Culturas, políticas e novas identidades: uma leitura europeia sobre questões de género na Ásia
Autor: Sarmento, Clara
Data: 2010
Editora: Instituto Cultural do Governo da RAE de Macau
Relatório da Série N.º: 34;
Resumo: Este ensaio discute algumas leituras críticas de textos teóricos da área das ciências sociais e humanas sobre o estatuto de género em países asiáticos, tentando estabelecer quais as suas principais problemáticas e metodologias. Presta especial atenção à questão das vozes femininas silenciadas e das práticas ignoradas do quotidiano das mulheres, problematizando o que sucede – ou pode suceder – quando às mulheres é permitido não só possuir um espaço social próprio (“a room of their own”, para citar Virginia Woolf), mas também uma voz própria. Para Edward Said o conceito ocidental de orientalismo implicava uma concepção masculina particular do mundo, mais evidente em romances e diários de viagem, onde as mulheres eram geralmente criaturas da fantasia masculina de poder. Esta concepção masculina do mundo oriental tende a ser estática, construindo-se assim o estereótipo do “eterno oriental”. As mulheres, tal como o “oriental”, nunca falam de si mesmos, das suas verdadeiras emoções, desejos e histórias: têm de ser representados, alguém tem de falar por si. No âmbito deste estudo, analisam-se alguns processos ideológicos e retóricos através dos quais a identidade das mulheres é construída e representada, tanto pelas próprias mulheres, como por vozes substitutas. A etnografia, a antropologia, a historiografia, a ficção, a cultura popular, os media e todos os tipos de fontes textuais e visuais desempenham um papel de relevo na invenção e na reinvenção de antigas e de novas identidades femininas, e na circulação destas no tempo e no espaço.
This essay aims at establishing the main problems and methodologies regarding the status of gender in Asian countries by discussing some critical readings of theoretical texts in the fields of social sciences and the humanities. It pays special attention to the question of silenced female voices and the ignored everyday practices of women, drawing attention to the problems that occur – or which may occur – when women are allowed not only to have their own social space (‘a room of their own’, to quote Virginia Woolf), but also their own voice. According to Edward Said, the Western concept of Orientalism implied a particular male viewpoint of the world, explicitly obvious in novels and travel diaries, where women were generally depicted as creatures of male power fantasy. This male viewpoint of the Eastern world tends to be static, constructing the ‘eternal oriental’ stereotype. The women, just like the‘orientals’ never talk about themselves, their true emotions, desires or stories: they have to be represented; somebody has to speak for them. Within the scope of this study, some ideological and rhetorical processes are analysed through which the identity of the woman is constructed and represented, both by the women themselves, and through substitute voices. Ethnography and anthropology, historiography, fiction, popular culture, media and all kinds of textual and visual sources play a relevant role in the invention and reinvention of old and new female identities, and in the circulation of these in time and space.
URI: http://hdl.handle.net/10400.22/662
Versão do Editor: http://www.icm.gov.mo/deippub/rcMagP.asp
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