Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.22/2861
Título: Contraste e alteridade na viagem contemporânea
Autor: Cordeiro, Maria João
Palavras-chave: Percepção
Alteridade
Turismo
Experiência turística
Globalização
Espaço-tempo
Mobilidade
Alterity
Perception
Globalisation
Tourism
Tourist experience
Mobility
Space-time
Data: 2008
Editora: Instituto Politécnico do Porto. Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto
Resumo: No mundo contemporâneo globalizado, definido pela sua qualidade essencialmente fluida e instável, o carácter distintivo da viagem parece dissolver-se face à contracção do planeta, à economia das ―trocas simbólicas‖ e a um alegado processo de diluição das diferenças e de homogeneização cultural. Com efeito, a mediatização da sociedade e a proliferação icónica contemporâneas produzem um aparente estado de saturação da geografia real e de multiplicação de lugares enquanto representações e imagens, permitindo pôr em causa a própria necessidade e urgência de deslocação, bem como admitir a abolição do ―estatuto de privilégio‖ de certos lugares e a derradeira quebra no conceito aurático das férias e das viagens, tradicionalmente assente em antinomias cruciais entre o quotidiano/familiar e o diferente/extraordinário. O presente artigo propõe-se abordar o paradigma da mobilidade contemporânea, nomeadamente no que diz respeito à traumática aniquilação do espaço e do tempo e ao seu impacto fortemente disruptivo sobre a dimensão ontológica de uma prática cultural cujo poder aurático se encontra tradicionalmente relacionado com a conquista de distâncias, a percepção de diferenças e a experiência de alteridade. O artigo pretende, por outro lado, refutar a declaração pós-moderna de que a familiarização com o outro conduz a uma diminuição do potencial de choque cultural no turismo contemporâneo, discutindo a relevância e a prevalência da busca de contraste e formas de vivência de alteridade no complexo novelo de motivações da viagem turística contemporânea.
In today‘s globalised world, essentially defined by its fluid and unstable quality, the distinctive character of travel seems to be dissolved in consequence of the planet‘s contraction, the economy of ―symbolic exchanges‖ and the alleged process of dilution of differences and cultural homogenization. In fact, contemporary highly mediatised society and iconic proliferation produce an apparent saturation of the real geography and the multiplication of places as images and representations. This allows for the questioning of the very need and urgency to travel, as well as for the abolition of places‘ ―special status‖ and the definite destruction of the aura around holiday and travel experiences, which are traditionally based on crucial antinomies between the ordinary/familiar and the different/extraordinary. The present article aims at approaching the paradigm of contemporary mobility, namely the traumatic annihilation of space and time and its strongly disruptive impact on the ontological dimension of a cultural practice whose auratic power is traditionally related to a conquest of distances, the perception of differences and the experience of alterity. The article intends to refute the postmodern declaration that the familiarization with the other leads to a diminished potential of cultural shocks in contemporary tourism, and it discusses the prevailing relevance of the search for contrasts and forms of alterity experience within the complex cluster of current tourist motivations.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.22/2861
ISSN: 1645-1937
Versão do Editor: http://www.iscap.ipp.pt/~www_poli/
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