Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.22/2853
Título: La condition de la femme dans le cid
Autor: Pedrosa, Lúcia Margarida Pinho Lucas de Freitas de Carvalho
Palavras-chave: Honneur
Femme
Corneille
Tragi-comédie
Amour
Devoir
Amor
Mulher
Tragicomédia
Dever
Honra
Data: 2008
Editora: Instituto Politécnico do Porto. Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto
Resumo: La tragi-comédie de Corneille, «Le Cid» (1636-7), est davantage une pièce d‘amour qui illustre bien la condition de la femme au XVIIème siècle. Le triangle amoureux constitué par l‘Infante, Chimène et Rodrigue est l‘un des fondements de la pièce. Cependant, comme les personnages sont insérés dans un système féodal basé sur une idéologie aristocratique, l‘amour ne se présente pas comme une jouissance paisible. De cette façon, il y a une lutte acharnée entre l‘amour, le devoir et l‘honneur, ce qui est frappant au niveau lexical. Les personnages les plus jeunes utilisent beaucoup de mots associés au thème de l‘amour et qui ont le radical amour-, tandis que les plus âgés emploient très souvent des mots qui appartiennent au champ lexical de l‘honneur et de la gloire. Selon D. Diègue, l‘honneur a plus de puissance que l‘amour, et il trouve que l‘homme qui s‘endort dans l‘amour oublie ses devoirs. Pour l‘Infante, Chimène et Rodrigue, l‘amour est lié à la souffrance. L‘Infante souffre, mais elle se conforme, parce qu‘étant donné qu‘elle est fille de roi, elle ne peut pas aimer Rodrigue qui appartient à un rang inférieur. Chimène est le revers de l‘Infante, c‘est une femme rebelle qui veut mouler sa destinée. Cependant, tout au long de la pièce, l‘héroïne est assujettie à une force mâle: si parfois l‘amour entre elle et Rodrigue ressemble à l‘amour courtois du Moyen âge quand il se met à la disposition de sa maîtresse et la place au-dessus de lui, la plupart du temps il met la passion en dessous de l‘honneur, parce que c‘est un homme et descend d‘une famille de guerriers vaillants. Selon le code chevaleresque dans lequel il est inséré la femme est inférieure à l‘homme. À la fin de la pièce, il y a une victoire de l‘amour sur l‘honneur et le devoir : Chimène abdique de son honneur en pardonnant et en prenant pour mari l‘assassin de son père. Le monde de l‘élément masculin triomphe et elle devient le prix de la victoire de Rodrigue. Mais si son statut de femme l‘empêche de sortir victorieuse, elle ne se conforme pas et dans sa dernière tirade elle met en question la justice et défie la société féodale.
A tragicomédia de Corneille, «Le Cid» (1636- 1637), é sobretudo uma peça de amor que ilustra bem a condição da mulher no século XVII. O triângulo amoroso formado pela Infanta, Chimène e Rodrigue é um dos alicerces da peça. No entanto, como as personagens estão inseridas num sistema feudal, baseado numa ideologia aristocrática, o amor não se desfruta tranquilamente. Há uma luta renhida entre o amor, o dever e a honra, que está bem patente ao nível lexical. As personagens mais jovens utilizam muitas palavras da mesma família de amor e outras que pertencem a essa área vocabular. Porém, as personagens mais velhas empregam frequentemente vocábulos pertencentes ao campo lexical da honra e da glória. Segundo D. Diègue, a honra é mais poderosa do que o amor e todo o homem que se refugia no amor esquece os seus deveres. Para a Infanta, Chimène e Rodrigue, o amor está intrinsecamente ligado ao sofrimento. A Infanta sofre, mas conforma-se, porque sendo filha de rei não pode amar Rodrigue, que pertence a uma classe inferior. Chimène é o oposto da Infanta – é uma mulher rebelde que quer decidir o seu destino. No entanto, ao longo da peça, a heroína é dominada por uma força masculina. Se por vezes o amor entre ela e Rodrigue se assemelha ao amor cortês, quando ele se põe à disposição da sua senhora, é mais frequente ele subalternizar o amor em relação à honra. Rodrigo é homem e descende de uma família de guerreiros valentes, por isso está inserido no código cavalheiresco segundo o qual a mulher é inferior ao homem. No fim da peça, o amor e o elemento masculino triunfam da honra. Chimène abdica da honra ao perdoar e aceitar como futuro marido o homem que assassinou o seu pai, passando assim a ser o troféu de Rodrigue. Mas se a sua condição feminina a impede de vencer, ela não se conforma e, na sua última tirada, põe em causa a Justiça e desafia a sociedade feudal.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.22/2853
ISSN: 1645-1937
Versão do Editor: http://www.iscap.ipp.pt/~www_poli/
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