Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.22/2783
Título: Le souper
Autor: Pedrosa, Lúcia Margarida Pinho Lucas de Freitas de Carvalho
Palavras-chave: Superstition
Préjugé
Zadig
Satire
Voltaire
Exotisme
Superstição
Preconceito
Exotismo
Sátira
Data: 2007
Editora: Instituto Politécnico do Porto. Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto
Resumo: «Le souper» constitue le XIIème chapitre du roman de Voltaire, Zadig – Le monde comme il va (1747). On y trouve plusieurs aspects qui font le charme des contes de l’époque, tels que la fantaisie, l’imagination, le voyage, la couleur locale, l’humour, la satire… Le héros, Zadig, se mouvemente dans un cadre exotique (l’Arabie), il vit des situations bizarres, comiques et parodiques. Mais Voltaire ne veut pas tout simplement amuser le lecteur, il a une thèse à défendre, par conséquent il invite le lecteur à lire dans les entre-lignes. Voltaire essaie de montrer satiriquement que l’homme croit dominer les événements, mais en effet, il n’est qu’un jouet des forces qui le dépassent. Zadig est toujours dans la quête du bonheur qui semble impossible: quand il croit que finalement il est heureux, la destinée lui tend un piège. Dans «Le souper», Voltaire continue à exposer ses philosophies et c’est pourquoi il choisit le banquet qui est très propre à la confrontation d’idées. Il y rassemble plusieurs hommes de différentes nationalités et cultures et qui ont une grande diversité de points de vue, en ce qui concerne les superstitions et les préjugés. La discussion devient animée et anecdotique et elle sert à illustrer la thèse de Voltaire, selon laquelle l’homme est médiocre et ignorant, le fanatisme est dangereux et mène à la violence, et le hasard joue un rôle primordial dans notre vie. Dans «Le souper», chaque convive tente d’imposer ses convictions, en méprisant celles des autres, ce qui donne une image accablante de la condition humaine. Cependant, Zadig, en faisant usage de sa raison et de son esprit critique, réussit à réconcilier tout le monde, et quand il semble que «tout va bien dans le meilleur des mondes», il lui arrive une catastrophe: on veut brûler Zadig à petit feu, car il venait de détruire une ancienne tradition- «le bûcher du veuvage», ce qui illustre et justifie le scepticisme de Voltaire par rapport à la Providence.
«Le souper» corresponde ao XIIº capítulo do romance de Voltaire Zadig – Le monde comme il va. Dele sobressaem várias características que dão encanto aos contos, nomeadamente a fantasia, a imaginação, a cor local, o humor, a sátira...O herói, Zadig, movimenta-se num ambiente exótico (a Arábia), passa por situações bizarras, cómicas e burlescas. No entanto, Voltaire não pretende apenas divertir o leitor, ele tem uma tese a defender, por isso convida o leitor a ler nas entrelinhas. Voltaire tenta mostrar satiricamente que o homem se acha capaz de dominar os acontecimentos, porém, ele é meramente um joguete manipulado por forças que o ultrapassam. Com efeito, Zadig está sempre a tentar encontrar a felicidade e, quando finalmente acha que é feliz, o destino prega-lhe uma partida. Em «Le souper», Voltaire continua a expor as suas filosofias e, por isso, escolhe o banquete, que é muito adequado para o confronto de ideias, reunindo aí muitos homens de várias nacionalidades e culturas, e com uma grande diversidade de pontos de vista, relativamente às superstições e aos preconceitos. A discussão torna-se animada e anedótica e serve para ilustrar a tese de Voltaire, segundo a qual o homem é medíocre e ignorante, o fanatismo é perigoso e leva à violência e o acaso desempenha um papel fundamental na nossa vida. Neste capítulo, cada convidado tenta impor as suas convicções ao desprezar as dos outros, dando assim uma imagem opressiva da condição humana. No entanto, Zadig, ao usar a razão e o seu espírito crítico, consegue conciliar toda a gente e, quando parece que tudo corre pelo melhor, acontece-lhe uma tragédia: querem queimá-lo em fogo lento, porque ele acabara de destruir uma antiga tradição, a queima das viúvas ( « le bûcher du veuvage»), o que ilustra e justifica o cepticismo de Voltaire face à Providência.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.22/2783
ISSN: 1645-1937
Versão do Editor: http://www.iscap.ipp.pt/~www_poli/
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