Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.22/2581
Título: Adverse effect of alcohol drinking: the role of oxidative stress
Autor: Araújo, Vanessa Eugénia Cerqueira
Orientador: Garrido, E. Manuela
Mancinelli, Rosanna
Palavras-chave: Álcool
Stress oxidativo
FORT
FORD
CG
HPLC
Alcohol
Oxidative stress
Data de Defesa: 2012
Editora: Instituto Politécnico do Porto. Instituto Superior de Engenharia do Porto
Resumo: Atualmente, o álcool tem um papel importante na saúde pública e surge como um dos principais problemas sociais no mundo, dado que é a droga mais viciante aceite em encontros sociais. Provavelmente, por essa razão, os riscos do consumo abusivo do álcool são subestimados pelos jovens, mulheres grávidas e idosos. O álcool, quando ingerido em altas proporções, pode afetar todos os órgãos e desencadear inúmeras doenças, tais como a doença cardíaca coronariana, doença neurodegenerativa, as doenças crónicas e câncer. O álcool afeta ainda o estado psicológico, induzindo a violência, o estado antissocial e situações de risco de comportamentos. Por estas razões, o álcool tornou-se um foco principal da investigação, avaliando os seus efeitos sobre o corpo humano. Nesta pesquisa, foram suscitadas amostras de sangue de um grupo de pacientes em tratamento psicológico e/ou farmacêutico que serão analisadas com quatro métodos: Teste de Radicais Livres do Oxigénio (FORT), Defesa contra Radicais Livres do Oxigénio (FORD), cromatografia gasosa (GC) e cromatografia líquida de alta pressão (HPLC). Ambos os métodos FORT e FORD avaliam o stress oxidativo pela quantificação de radicais livres e a capacidade de antioxidantes em eliminar esses radicais livres, respetivamente. O stress oxidativo é o efeito do excesso de consumo de álcool, que é reduzido pela capacidade de ação dos antioxidantes. A boa reprodutibilidade, precisão e exatidão de ambos os métodos indicam que estes podem ser aplicados em rápidos diagnósticos. Para o método FORT e considerando o início do tratamento, os pacientes alcoólicos apresentaram uma média de 3,59±1.01mmol/LH2O2 e o grupo de controlo uma média de 1,42±0.53mmol/LH2O2, o que mostra uma diferença significativa entre os dois grupos (P=0,0006). Para o método FORD, pacientes alcoólicos apresentam uma média de 1,07±0.53mmol/LH2O2 e o grupo de controlo, uma média de 2,81±0.46mmol/LH2O2, mostrando também uma média significativa (P=0,0075). Após 15 dias de tratamento observou-se que há uma diferença entre os dois grupos de pacientes alcoólicos, mas não há nenhum melhoramento em relação ao grupo de pacientes em tratamento. No método FORT os grupos mostram uma diferença significativa (P=0,0073), tendo os pacientes sem tratamento farmacêutico melhores resultados (2.37±0.44mmol/LH2O2) do que os pacientes com tratamento (3.72±1,04mmol/LH2O2). O oposto ocorre no método FORD, os pacientes em tratamento farmacêutico presentam melhores resultados (1.16±0.65mmol/LH2O2) do que o outro grupo (0.75±0.22mmol/LH2O2), não sendo, no entanto, uma diferença significativa entre os dois grupos (P=0.16). Os resultados obtidos para a concentração de MDA pelo método de HPLC mostraram que o grupo de controlo tem valores mais baixos do que os pacientes alcoólicos, embora a diferença não seja muito significativa (P = 0,084), mas é ainda elevada. Além disso, os dois grupos de pacientes não apresentaram uma diferença significativa entre os seus resultados no início (P=0,77) e no fim (P=0,79) do tratamento. De acrescentar ainda que, os resultados da concentração de álcool no sangue determinados pelo método de CG mostraram que só alguns pacientes sem tratamento consumiram álcool durante o período de tratamento, o que influencia negativamente a conclusão sobre o efeito do tratamento. Contudo, outros fatores externos podem ainda influenciar os resultados finais, tais como o estado nutricional e estado psicológico dos pacientes, se o paciente continua a beber durante o tempo de tratamento ou até mesmo se o paciente é exposto a outros tipos de substâncias nocivas. Existe ainda a possibilidade de o tempo de aplicação do tratamento não ser suficiente para apresentar um efeito positivo em relação ao stress oxidativo e este é um outro fator que contribui para a impossibilidade de confirmar sobre o efeito, quer seja positivo ou negativo, do tratamento antioxidante.
Today, alcohol has an important role in heavy health and social problems worldwide because it is the most accepted addictive drug in social gatherings. Probably for this reason, the risks of alcohol abused and its effects are underestimated by young people, pregnant women and elderly people. Alcohol when drunk in high proportions may affect every organ and trigger many diseases such coronary heart disease, neurodegenerative disease, chronic diseases and cancer. It also affects psychologically inducing violence, antisocial and at-risk behaviors. For these reasons, alcohol has become a major focus of research assessing their effects on the human body. In this research the main point is to evaluate the effectiveness of pharmaceutical treatment in alcoholic patients. A group of alcoholic patients was selected to give four blood samples over 15 days in which seven patients were submitted to a pharmaceutical treatment and the other six patients were submitted only to a psychological treatment. Both groups were compared with control samples. Whole Blood samples and Plasma samples of those patients and control were analyzed in four different methods: Free Oxygen Radicals Testing (FORT), Free Oxygen Radicals Defense (FORD), Gas Chromatography (GC) and High Pressure Liquid Chromatography (HPLC). Both FORT and FORD methods were useful to evaluate oxidative stress induced by free radicals and the ability of antioxidants to eliminate those free radicals, respectively. The good reproducibility, precision and accuracy of both methods indicate that they can be applied in quickly diagnostics. For FORT method and at the beginning of treatment, alcoholic patients had an average of 3.59±1.01mmol/LH2O2 and control group an average of 1.42±0.53mmol/LH2O2 showing a significant difference between both groups (P = 0.0006). For FORD method, alcoholic patients had an average of 1.07±0.53mmol/LH2O2 and control group an average of 2.81±0.46mmol/LH2O2 showing too a significant difference between both groups (P= 0.0075). After 15 days of treatment it noticed that there is a difference between two groups of alcoholic patients but there is no improvement in relation to alcoholic patients under treatment. In FORT method the groups show a significant difference (P=0.0073) having patients without treatment better results (2.37±0.44mmol/LH2O2) than patients under treatment (3.72±1.04mmol/LH2O2). The opposite occurs in FORD method, patients under treatment have better results (1.16±0.65mmol/LH2O2) than the other group (0.75±0.22mmol/LH2O2), not being however a significant difference (P=0.16). The results obtained for MDA concentration by HPLC method showed that control group has lower values than alcoholic patients, although the difference is not very significant (P=0.084) but is still high. Also, two groups of alcoholic patients didn`t show a significant difference between their results at the beginning (P=0.77) and at the end (P=0.79) of treatment. Furthermore, the results of BAC by GC method showed that only a few patients without treatment have been consuming alcohol during treatment time which may influence the conclusion about the effectiveness of treatment. In patients under treatment was not detected ethanol in their bloodstream. However, many external factors may influence the final results such the nutritional status and psychological status of the patients, if the patient continues to drink during treatment time or even if the patient is exposed to other types of harmful substances. There is also the possibility that the time of treatment application is not sufficient to show a positive effect in relation to oxidative stress and is another factor that contributes to the impossibility to confirm the positive or negative effectiveness about the antioxidant pharmaceutical treatment.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.22/2581
Aparece nas colecções:ISEP - DM – Engenharia Química

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