Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.22/2431
Título: Diderot, le grand satirique
Autor: Pedrosa, Lúcia Margarida Pinho Lucas de Freitas de Carvalho
Palavras-chave: Illusion romanesque
Satire
Diderot
Salons
Encyclopédie
Ilusão romanesca
Sátira
Data: 2005
Editora: Instituto Politécnico do Porto. Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto
Resumo: Diderot est davantage un humaniste et un non-conformiste qui se préoccupe beaucoup de la stabilité et du confort de l‘existence humaine. Il croit que l‘homme est né pour vivre en société et qu‘il doit être heureux. Toute cette philosophie ressort de ses oeuvres dont l‘objectif est celui d‘aider les hommes à atteindre le bonheur: il s‘agit donc d‘une littérature engagée. La verve satirique de Diderot est le fil directeur d‘une oeuvre variée et diverse qui risque de décourager le lecteur paresseux. L‘élément satirique rassemble les articles de L‟Encyclopédie, les Salons et les oeuvres fictives de Diderot, comme par exemple, Le Neveu de Rameau, Jacques le Fataliste et son Maître et La Religieuse. Bien que L‟Encyclopédie soit une entreprise scientifique, Diderot cache, dans plusieurs articles, pour tromper la censure, des attaques virulentes contre la morale, la religion et ses institutions. Il critique aussi les superstitions et les croyances don‘t s‘entourent les religions. Dans les Salons, Diderot rédige des appréciations sur les tableaux de quelques peintres, parus dans plusieurs expositions. Mais Diderot ne les décrit pas en tant que technicien, il s‘en sert pour faire une parodie de ces peintures, utilisant très souvent un langage grossier et un style gaillard. La satire est le lien entre la non-fiction et la fiction. Dans ses oeuvres romanesques on trouve la satire sociale et littéraire : Diderot y met en question le genre romanesque traditionnel, par conséquent Le Neveu de Rameau, Jacques le Fataliste et son Maître et La Religieuse se caractérisent par un décousu apparent et désordonné – c‘est la forme amusante dont Diderot se sert pour révéler aux lecteurs que les romans traditionnels les trompent. La forme désorganisée sert aussi à montrer le manque de liberté dont l‘homme jouit – l‘homme n‘est qu‘un guignol manipulé par le destin. En effet, en « déconstruisant » le roman, Diderot oblige le lecteur à réfléchir sur la condition humaine et l‘illusion romanesque de telle façon que le lecteur ne sait plus ce qui est faux et ce qui est vrai, surtout dans le cas de La Religieuse.
Diderot é, por excelência, um humanista inconformado, que se preocupa com a estabilidade e o conforto da existência humana. Considera que o homem nasceu para viver em sociedade e tem o dever de ser feliz. Toda esta sua filosofia emana das suas obras, que têm o objectivo de ajudar o homem a alcançar a felicidade, tratando-se, por isso, de uma literatura engagée. A veia satírica de Diderot é o fio condutor de toda uma obra vasta e variada, que se arrisca a desencorajar o leitor preguiçoso. O elemento satírico reúne os artigos de L‟Encyclopédie, Les Salons e os seus romances, como por exemplo, Le Neveu de Rameau, Jacques le Fataliste et son Maître e La Religieuse. Apesar de L‟Encyclopédie ser um empreendimento científico, Diderot esconde, em vários artigos, para enganar a censura, ataques virulentos contra a moral, a religião e as suas instituições. Ele critica também as superstições e as crenças ligadas às várias religiões. Em Les Salons, Diderot tece as suas críticas aos quadros de alguns pintores, expostos em várias exposições. Não os descreve enquanto técnico, porém, serve-se deles para fazer uma paródia, utilizando, muito frequentemente, uma linguagem popular e um estilo folgazão.. A sátira é o elo de ligação entre a não-ficção e a ficção. Nas suas obras romanescas, encontramos a sátira social e a literária : Diderot põe em causa o género romanesco tradicional, por isso Le Neveu de Rameau, Jacques le Fataliste et son Maître e La Religieuse caracterizam-se por um descosido aparente e desordenado – é a forma divertida que Diderot utiliza para revelar aos leitores que os romances tradicionais os enganam. Essa forma desorganizada serve também para mostrar a falta de liberdade de que o homem é vítima: o homem não é mais do que uma marioneta manipulada pelo destino. Com efeito, ao «desconstruir» o romance, Diderot força o leitor a reflectir sobre a condição humana e a ilusão romanesca, a tal ponto que este já não sabe o que é falso nem o que é verdadeiro, sobretudo no caso de La Religieuse.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.22/2431
ISSN: 1645-1937
Versão do Editor: http://www.iscap.ipp.pt/~www_poli/
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