Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.22/1695
Título: Mundos dentro de um mundo: representações interculturais na Polónia sob a influência nazi
Autor: Andrade, Nuno Neves
Palavras-chave: Relacionamento intercultural
Ideologia
Representação
Discurso
Intercultural relations
Ideology
Representation
Discourse
Data: 2012
Editora: Instituto Politécnico do Porto. Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto
Resumo: Europa, 1939 A Alemanha, sob a influência do partido Alemão Nazi, deu início a um confronto que mudou a face do mundo. Inicialmente os seus países vizinhos Europeus, depois alguns mais distantes e até o continente Africano sentiram o seu poder e tremeram de medo. Medo, um sentimento tão poderoso que em pequenas quantidades, pode aguçar os sentidos mas que, em quantidades grandes, pode gerar pânico, suprimir o intelecto e até levar a negar aquilo que temos presente como verdades absolutas. A Europa era uma mistura de culturas; até os próprios países eram uma mistura de culturas. A Polónia era um desses países. Neste país, Polacos, Judeus, Ucranianos e Romanis viviam numa paz frágil mas duradora. Quando a II Guerra Mundial começou, as cidades polacas foram conquistadas uma após a outra e, uns após os outros, os seus cidadãos foram confinados à sua cidade para manter a ordem pública. Nesta época de incerteza e insegurança poderíamos pensar que todas estas culturas, diferentes nas suas fundações mas todas elas constituídas por seres humanos que respondem da mesma forma em situações desta natureza, sentir-se- iam na necessidade de se juntar, deixar de parte as suas diferenças e tentariam fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para assegurar aquilo que é a necessidade básica de qualquer ser humano: sobreviver. A sobrevivência é o instinto mais básico atribuído ao ser humano. O medo de não ser capaz de sobreviver gerou algo que vai contra este tipo de certezas. Gerou ódio. Não ódio contra o inimigo comum mas sim uma cultura contra a outra. O exército Alemão Nazi foi implacável na sua marcha em busca do domínio total mas, em alguns casos, não foi ele apenas a face do terror. O exército Alemão Nazi conquistava e seguia em frente, a caminho da próxima conquista, deixando governos de fachada para manter a ordem. O medo e o terror eram gerados por outrém. Um verdadeiro choque de culturas cujo resultado foi um dos maiores derramamentos de sangue na história do mundo civilizado.
Europe, 1939. Germany, under the influence of the Nazi party, began a confrontation that shaped the face of the world. Firstly, the neighboring countries of Europe, then the farthest ones and even the African continent felt its force and trembled with fear. Fear, such a powerful feeling that, in small doses, can hone senses but, in large quantities can instill panic, suppress the intellectual capabilities and even destroy all that is held as true in each mind. Europe was a mix of several cultures; even countries were a mix of several cultures. Poland was one of these countries. In this country, Poles, Jews, Ukrainians and Romani lived together in a frail but lasting peace. When the II World War began, Polish cities were captured, and one after another citizens were confined to their city in order to keep the public order. In this time of turmoil and uncertainty, one could think that all these cultures, different on their foundations but all composed of human beings that respond in the same way to situations of this nature, would be drawn together, cast aside their differences and try to do what is necessary to ensure the most basic need known to Men, survive. Survival is the most basic instinct of the human race. The fear of not being able to survive generated something that went against this certainty. It generated hate. Not towards the common enemy but from one culture against another. The Nazi German army was ruthless on its march towards dominance but, in some cases, it was not the sole face of terror. The Nazi German army conquered and moved on, leaving governments as a front to keep order. The terror was instilled by others. A true clash of cultures whose aftermath was one of the biggest bloodshed in the history of the civilized world.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.22/1695
ISSN: 1645-1937
Versão do Editor: http://www.iscap.ipp.pt/~www_poli/
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