Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.22/1669
Título: Work in progress: representar o «outro» segundo o pensamento antropofágico casos de estudo - Hans Staden e Les Maîtres Fous
Autor: Cerqueira, Carina
Palavras-chave: Alteridade
«Les Maîtres Fous»
Representação
«Hans Staden»
Pensamento antropófago
Interculturalidade
Interculturality
alterity
Cannibal thought
Representation
Data: 2012
Editora: Instituto Politécnico do Porto. Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto
Resumo: O presente artigo analisa o filme de Luis Alberto Pereira «Hans Staden» (1999), baseado no livro de Hans Staden «Duas Viagens ao Brasil» (1557), e o documentário/filme «Les Maîtres Fous» (1955) de Jean Rouch, tendo em consideração o pensamento antropofágico. Estas obras focalizam o choque cultural entre “civilizado” e “selvagem”, entre ritual canibal e ritual antropofágico, entre o «Nós» e os «Outros», encontros que permitem uma análise mais concreta à concepção de alteridade. A representação cinematográfica permite uma aproximação ao conceito antropofágico de apropriação da cultura externa, para posteriormente a reproduzir numa interpretação segundo a concepção ocidental do que figuram os rituais em questão. O Movimento Antropófago, pelo seu carácter vanguardista, concilia a matriz fundadora brasileira e ao mesmo tempo enaltece a irreverência de análise, e neste artigo serve de fundamento teórico e prático à decomposição dos exemplos. O pensamento antropófago e a sua aplicabilidade aos exemplos seleccionados permitem também aprofundar o estudo sobre o imaginário europeu enquanto recriação de relatos datados de viajantes ou colonizadores, pois a manutenção de um acervo estereotipado historicamente serve como forma de “legitimar” concepções. As duas obras focalizam a representação indígena e africana - o “selvagem” - na construção do imaginário ocidental - “civilizado” - dicotomia que nos permite desmistificar relações interculturais.
This article analyzes the film by Luis Alberto Pereira «Hans Staden» (1999), based on the book by Hans Staden «Two Trips to Brazil» (1974), and the documentary/film «Les Maîtres Fous» (1955) by Jean Rouch, taking into account the anthropophagic thought. These works focus on the cultural clash between “civilized” and “wild”, among cannibalistic rituals and anthropophagy, between «Us» and the «Other», a meetings that allows a more concrete conception of the alternity concept. The film allows an approach to the anthropophagic concept of appropriation of a foreign culture. After, a process of analysis, the Western concept plays its own interpretation of the listed rituals. The anthropophagy movement, due to its innovative character, combines the Brazilian origin and simultaneously enhances the irreverence of analysis. This is the theoretical and practical basis for the decomposition of the examples. Cannibal thought and its applicability to the selected examples also allow further study on the European imagination as a recreation of reports dating from travelers and settlers, which maintain a historical stereotype that has become a form of concept “legitimation”. Both works focus on the representation of indigenous and African people - the “savage” - in the construction of the western imagination - “civilized” - a dichotomy that allows us to demystify intercultural relations.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.22/1669
ISSN: 1645-1937
Versão do Editor: http://www.iscap.ipp.pt/~www_poli/
Aparece nas colecções:ISCAP - CEI - Artigos

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
A_Polissema_2012.pdf4,57 MBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.